domingo, 12 de abril de 2009

Há vazios que se distinguem... Há vazios que eu própria distingo... Mas este que sinto é sem dúvida um vazio muito incomodativo. Sim, todos os vazios são incomodativos. Mas especialmente este, surge de forma evolutiva. Chego a um ponto em mim em que não sei afinal o que quero. De repente tudo é duvidoso em mim. De repente sinto que a vida está a me passar ao lado. Parece que ando a sobreviver dando a impressão de que vivo. A imagem de que quero passar para os outros é aquela que queria em mim. Subitamente minha vida tornou-se um filme em que ninguém quer assistir. Nem eu...!
Sinto como se a minha vida não fosse mais adiante. Sinto que o que tinha para viver já vivi. Tudo o que se passa agora resume-se a prolongamento. Não sei encontrar uma forma menos deprimente de o dizer. Talvez nem exista outra forma e afinal esta é a forma mais correcta.
Levo a pensar no que poderia ser, no que queria, no que quero. Fico sem forças para elaborar estratégias e acabo por desistir. Estava tão bem!! Sinto a força a desfalecer, sinto a solidão a tomar o lugar da vontade.
Deito-me... Na esperança de adormecer rapidamente e acordar com outra disposição. Talvez o dia seja diferente. Mas à espera de um novo dia, deixo para trás aquilo que poderia fazer.
No entanto aguardo... Pode ser que a força venha sozinha.......................

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